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Gestão de jornada

Como reduzir riscos trabalhistas nas empresas?

NESTE ARTIGO
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    Reduzir riscos trabalhistas exige atenção aos contratos, à jornada, à folha e às condições de trabalho. Siga a leitura 👇🏽

    O que você vai ler neste post:

    • Principais riscos trabalhistas: quais falhas podem gerar multas, processos e prejuízos para a empresa
    • Medidas preventivas: como organizar contratos, jornadas, documentos e procedimentos internos
    • Apoio da tecnologia: como identificar inconsistências antes que elas se transformem em passivos

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    Como reduzir riscos trabalhistas antes que uma falha gere prejuízos para a empresa? O primeiro passo é acompanhar o que acontece na rotina, desde a contratação até o desligamento do trabalhador.

    Uma marcação de ponto incompleta, uma hora extra não calculada, um intervalo descumprido ou uma informação divergente na folha pode parecer um problema isolado. Mas, quando a situação se repete por vários meses e atinge diferentes trabalhadores, o impacto cresce.

    Por isso, a prevenção depende de processos bem definidos, documentos atualizados, orientação às lideranças e dados confiáveis para identificar problemas antes do fechamento da folha.

    Continue a leitura e veja quais pontos merecem atenção na sua empresa:

    O que são riscos trabalhistas?

    Riscos trabalhistas são situações que podem levar a empresa a descumprir uma obrigação prevista na legislação, nos contratos de trabalho, nas normas de saúde e segurança ou nos acordos coletivos.

    Esses riscos podem resultar em:

    • multas e autuações;
    • reclamações trabalhistas;
    • pagamento de horas e adicionais retroativos;
    • indenizações;
    • recolhimentos atrasados;
    • dificuldades em fiscalizações;
    • prejuízos à reputação da empresa;
    • aumento do retrabalho do RH e do Departamento Pessoal.

    O risco ainda representa uma possibilidade de problema. Já o passivo trabalhista corresponde a uma obrigação financeira existente ou provável, geralmente provocada por erros que não foram identificados ou corrigidos no momento adequado.

    Quais são os principais riscos trabalhistas para as empresas?

    Os riscos variam conforme o setor, o número de trabalhadores, as jornadas adotadas e as características da operação. Alguns pontos, entretanto, exigem atenção em empresas de diferentes portes.

    Falhas na contratação dos trabalhadores

    O contrato deve refletir a relação mantida entre a empresa e o profissional. Informações sobre cargo, atividades, jornada, remuneração e local de trabalho precisam estar claras e atualizadas.

    A contratação de profissionais como pessoa jurídica, por exemplo, não deve ser utilizada apenas para substituir um vínculo de emprego. Quando estão presentes características como pessoalidade, habitualidade, remuneração e subordinação, pode haver questionamento sobre a natureza da relação.

    Também é necessário manter os registros de admissão atualizados e enviar corretamente as informações exigidas pelo eSocial.

    Erros no controle da jornada

    As falhas no controle de ponto estão entre os problemas que mais podem gerar diferenças no pagamento de horas extras, intervalos e adicionais.

    Os principais riscos envolvem:

    • marcações incompletas;
    • registros feitos por outra pessoa;
    • horas extras sem autorização ou pagamento;
    • intervalos não realizados;
    • trabalho durante folgas;
    • escalas diferentes daquelas previstas;
    • banco de horas sem acompanhamento;
    • alterações no ponto sem justificativa;
    • falta de acesso do trabalhador aos próprios registros.

    Empresas com mais de 20 trabalhadores devem manter o registro dos horários de entrada e saída, conforme o artigo 74 da CLT. Esse controle pode ser manual, mecânico ou eletrônico, desde que respeite as regras aplicáveis.

    Quando o registro é eletrônico, a empresa também precisa observar as exigências da Portaria 671, incluindo a possibilidade de acesso do trabalhador ao comprovante de marcação.

    Divergências entre o ponto e a folha de pagamento

    O risco não termina quando o trabalhador registra o ponto. As informações da jornada precisam chegar corretamente à folha.

    Horas extras, faltas, atrasos, adicional noturno, descanso semanal remunerado e saldo do banco de horas interferem no cálculo da remuneração. Quando os dados passam por planilhas, anotações e sistemas que não se comunicam, aumentam as chances de divergência.

    Um erro pode ser repetido durante vários meses sem ser percebido. A empresa poderá ter que revisar os cálculos, corrigir os registros e pagar diferenças acumuladas.

    Banco de horas sem regras claras

    O banco de horas exige controle dos créditos, débitos, prazos e formas de compensação. Também deve seguir o acordo adotado pela empresa e as regras da convenção coletiva da categoria, quando aplicáveis.

    Entre os problemas mais comuns estão:

    • saldo sem atualização;
    • ausência de acordo válido;
    • compensações não registradas;
    • excesso de horas acumuladas;
    • falta de acesso do trabalhador ao saldo;
    • horas não compensadas dentro do prazo.

    O acompanhamento evita que o banco de horas se transforme em uma dívida acumulada para a empresa.

    Descumprimento das normas de saúde e segurança

    A empresa deve identificar os perigos presentes no ambiente, avaliar os riscos ocupacionais e implementar medidas de prevenção.

    Esse cuidado envolve equipamentos, treinamentos, condições ergonômicas, exames ocupacionais, documentos e acompanhamento contínuo da atividade. Apenas manter o Programa de Gerenciamento de Riscos arquivado não demonstra que as ações previstas foram aplicadas.

    Os documentos devem corresponder ao que realmente acontece na operação e ser atualizados quando houver mudanças nos processos, na organização do trabalho ou nas condições do ambiente.

    Sobrecarga, assédio e riscos psicossociais

    A atualização da NR-1 tornou mais clara a necessidade de incluir os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.

    Entre os fatores que podem exigir análise estão:

    • excesso de demandas;
    • jornadas prolongadas;
    • falta de pausas;
    • pressão constante;
    • baixa autonomia;
    • conflitos no ambiente;
    • falta de apoio das lideranças;
    • assédio e outras formas de violência.

    A empresa precisa analisar as condições de trabalho e a forma como as atividades são organizadas. O objetivo não é avaliar individualmente a saúde mental de cada pessoa, mas identificar fatores da organização que possam afetar os trabalhadores.

    Mesmo diante de mudanças nos prazos ou na fiscalização, a prevenção continua necessária. A empresa deve documentar o levantamento realizado, as medidas adotadas e o acompanhamento dos resultados.

    Falhas no desligamento

    A rescisão reúne informações sobre salário, férias, 13º, aviso-prévio, FGTS, horas extras e outros valores. Se os registros anteriores estiverem incorretos, a divergência pode aparecer no cálculo final.

    Antes de concluir o desligamento, o RH deve conferir:

    • tipo de rescisão;
    • datas e prazos;
    • verbas devidas;
    • saldo de salário;
    • férias vencidas e proporcionais;
    • 13º salário proporcional;
    • horas extras pendentes;
    • saldo do banco de horas;
    • documentos e informações enviadas aos sistemas oficiais.

    Essa conferência reduz a necessidade de correções posteriores e ajuda a evitar questionamentos sobre os valores pagos.

    Como saber se a empresa está acumulando riscos?

    Alguns sinais indicam que os processos precisam ser revistos:

    • correções frequentes após o fechamento da folha;
    • horas extras sempre concentradas nas mesmas equipes;
    • trabalhadores que não realizam o intervalo completo;
    • saldos antigos no banco de horas;
    • divergências entre ponto e folha;
    • escalas alteradas sem registro;
    • grande quantidade de ajustes manuais;
    • documentos espalhados em diferentes sistemas;
    • dificuldade para localizar justificativas;
    • gestores aplicando regras diferentes;
    • ausência de histórico para auditorias e fiscalizações.

    Um sinal isolado não confirma a existência de um passivo. A recorrência, porém, mostra que a empresa precisa investigar o processo e corrigir a causa do problema.

    Como reduzir riscos trabalhistas?

    A prevenção não depende de uma única medida. Ela exige que RH, Departamento Pessoal, lideranças, segurança do trabalho e responsáveis jurídicos mantenham processos alinhados.

    Mapeie os pontos mais vulneráveis

    A empresa precisa identificar onde os erros no controle de ponto acontecem com maior frequência. O levantamento pode considerar:

    • setores com mais horas extras;
    • equipes que deixam de realizar intervalos;
    • escalas alteradas constantemente;
    • elevado número de ajustes no ponto;
    • atrasos recorrentes;
    • saldos altos no banco de horas;
    • afastamentos;
    • divergências entre o ponto e a folha;
    • processos trabalhistas anteriores.

    Essas informações ajudam a direcionar as medidas de prevenção para os problemas reais da operação.

    Mantenha documentos e regras atualizados

    Contratos, políticas internas, acordos de banco de horas, escalas e procedimentos precisam acompanhar as mudanças da empresa e da legislação.

    A revisão também deve considerar as convenções e os acordos coletivos. Uma regra adotada internamente não pode contrariar direitos previstos para a categoria.

    É importante definir quem pode autorizar horas extras, como as alterações são registradas, quais justificativas são aceitas e em quanto tempo cada ocorrência deve ser tratada.

    Oriente gestores e trabalhadores

    Muitas falhas surgem porque as regras não são conhecidas ou são aplicadas de maneiras diferentes entre os setores.

    As lideranças devem receber orientação sobre:

    • limites da jornada;
    • concessão de intervalos;
    • mudanças de escala;
    • autorização de horas extras;
    • tratamento de atrasos e ausências;
    • prevenção do assédio;
    • encaminhamento de denúncias;
    • registro das decisões.

    Os trabalhadores também precisam saber como registrar o ponto, consultar as informações e solicitar correções.

    Acompanhe os dados antes do fechamento

    Esperar o fechamento da folha para identificar problemas reduz o tempo disponível para análise e aumenta o risco de correções apressadas.

    O acompanhamento ao longo do período permite verificar:

    • marcações ausentes;
    • jornadas acima do limite;
    • intervalos reduzidos;
    • trabalho em folgas;
    • excesso de horas extras;
    • saldos próximos do vencimento;
    • justificativas pendentes;
    • diferenças entre horários planejados e realizados.

    Quando o RH recebe alertas antes do fechamento, pode investigar a causa e corrigir a situação com mais segurança.

    Registre alterações e justificativas

    Ajustes podem ser necessários, mas devem deixar um histórico confiável. A empresa precisa saber quem realizou a alteração, quando ela aconteceu e qual justificativa foi apresentada.

    Essa rastreabilidade ajuda em auditorias, fiscalizações e questionamentos dos trabalhadores. Também permite identificar setores com muitas correções e avaliar se há falhas no processo de registro.

    Faça revisões periódicas

    Os riscos mudam quando a empresa contrata mais pessoas, abre uma unidade, adota novas escalas ou permite o trabalho remoto.

    Por isso, contratos, sistemas e procedimentos devem ser revisados regularmente. Os dados da jornada também podem mostrar se as medidas adotadas estão produzindo o resultado esperado ou se novos ajustes são necessários.

    Como a tecnologia ajuda a reduzir riscos trabalhistas?

    A tecnologia organiza os registros e facilita o acompanhamento das regras da empresa. Ela não substitui a avaliação do RH ou a orientação jurídica, mas reduz tarefas manuais e amplia a capacidade de identificar inconsistências.

    Com um sistema de controle de ponto, a empresa pode centralizar:

    • registros de entrada, saída e intervalos;
    • escalas e folgas;
    • horas extras;
    • banco de horas;
    • ausências e atrasos;
    • justificativas;
    • histórico de alterações;
    • relatórios para conferência;
    • integração com a folha de pagamento.

    O Kairos da Dimep permite acompanhar as informações da jornada e configurar alertas antes do fechamento. O RH consegue consultar históricos, tratar ocorrências e verificar diferenças entre a jornada planejada e aquela efetivamente realizada.

    A solução também apoia empresas com equipes presenciais, externas, híbridas ou em trabalho remoto. Os registros podem ser realizados por equipamentos de ponto, navegador ou celular, de acordo com as necessidades da operação.

    Com os dados organizados, o RH reduz o tempo gasto reunindo informações e ganha mais segurança para conferir os cálculos.

    Prevenir riscos trabalhistas começa pelo acompanhamento da rotina

    Reduzir riscos trabalhistas depende de contratos adequados, regras claras, lideranças orientadas e informações confiáveis. É responsabilidade da empresa acompanhar o que acontece ao longo do mês, em vez de verificar os dados somente no fechamento.

    Quando o controle da jornada está integrado à gestão de pessoas e à folha, o RH consegue identificar desvios com antecedência, manter um histórico das decisões e reduzir erros que poderiam se acumular.

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