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RH

CONARH 2026: os assuntos que ganharam espaço na agenda do RH

NESTE ARTIGO
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    O que você vai ler neste post:

    • Inteligência artificial: a adoção cresce, mas as empresas ainda buscam caminhos para transformar tecnologia em resultados.
    • Liderança e desenvolvimento: novas ferramentas mudam o trabalho e exigem preparo para conduzir pessoas nesse cenário.
    • NR-1 e saúde mental: riscos psicossociais ampliam a atenção sobre a forma como o trabalho está organizado.

    A Dimep levou tecnologia e inovação ao CONARH 2026. Se você quer saber mais sobre as nossas tecnologias, fale com nossos especialistas.

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    O CONARH 2026 reuniu discussões sobre desafios que já fazem parte da rotina do RH, da inteligência artificial à NR-1. Vamos ler 👇🏽

    Quem passou pelo CONARH 2026 encontrou discussões que já fazem parte da rotina do RH nas empresas. A inteligência artificial esteve presente nos palcos e nas soluções apresentadas na feira, enquanto NR-1, saúde mental, liderança e desenvolvimento profissional também ganharam espaço.

    Em três dias de evento, diferentes especialistas, empresas e profissionais trouxeram perspectivas sobre mudanças que já afetam a forma de trabalhar e gerir pessoas.

    A Dimep esteve por lá acompanhando essas conversas e também contribuindo para elas. Reunimos alguns dos assuntos que mais chamaram nossa atenção nesta edição. Acompanhe:

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    A IA já chegou às empresas. O desafio agora é saber como usá-la bem

    Conarh 2026

    Foi difícil circular pelo CONARH 2026 sem encontrar alguma discussão sobre inteligência artificial.

    A tecnologia apareceu em ferramentas voltadas a diferentes processos do RH, nas apresentações dos expositores e em conversas sobre produtividade, liderança, desenvolvimento e futuro do trabalho.

    A frequência do assunto também mostrou uma mudança na discussão. 

    Com a IA cada vez mais presente nas empresas, a atenção começa a se voltar para os resultados que ela consegue produzir.

    Os debates trouxeram dados que ajudam a entender esse momento. Apesar do grande número de iniciativas com inteligência artificial generativa, a maioria ainda não consegue gerar impacto financeiro mensurável. 

    Um levantamento do MIT Project NANDA, citado durante o evento, mostrou que 95% das organizações analisadas não obtiveram retorno financeiro mensurável com seus projetos de IA generativa. 

    Entre os motivos discutidos no evento estão problemas conhecidos de qualquer transformação organizacional. Adotar uma ferramenta sem definir claramente o problema que ela deve resolver, automatizar um processo que já funciona mal ou escolher métricas que pouco dizem sobre o resultado esperado reduz a capacidade de gerar valor.

    A IA pode executar tarefas mais rapidamente, organizar informações e apoiar análises. Para aproveitar essas possibilidades, as empresas precisam decidir onde a tecnologia faz sentido dentro de seus processos e o que esperam alcançar com ela.

    Automatizar tarefas também muda a forma de desenvolver pessoas

    Outra discussão presente no CONARH olhou para a inteligência artificial pelo impacto que ela provoca dentro das próprias funções.

    Uma profissão é formada por diferentes tarefas, e cada uma delas pode ser afetada pela tecnologia de alguma maneira. 

    Enquanto algumas atividades têm alto potencial de automação, outras continuam dependendo de análise, relacionamento, julgamento e experiência.

    Essa transformação traz uma questão especialmente importante para o RH.

    Muitas atividades mais operacionais também fazem parte da formação de quem está começando uma carreira. Pesquisar, organizar informações, preparar um relatório ou desenvolver uma primeira análise ajudam o profissional a conhecer processos e construir repertório.

    Se parte dessas tarefas passa a ser realizada com apoio da IA, as empresas precisam pensar em outras formas de preservar esse aprendizado.

    A discussão sobre novas competências acompanha esse movimento. Fluência em IA ganha importância, mas pensamento crítico, colaboração, resolução de problemas e capacidade de avaliar informações continuam necessários para trabalhar com aquilo que a tecnologia produz.

    Liderar também passa por criar espaço para perguntas e conversas

    A inteligência artificial ampliou o acesso a informações e tornou mais rápido encontrar respostas para diferentes situações do trabalho. No CONARH 2026, essa mudança também apareceu nas discussões sobre o papel das lideranças.

    Se a tecnologia consegue responder cada vez mais perguntas, cabe ao líder ajudar a equipe a avaliar essas respostas, considerar o contexto e identificar o que ainda precisa ser investigado. Para isso, conhecer o negócio continua sendo importante, assim como manter uma relação próxima com as pessoas.

    Essa proximidade ajuda a criar um ambiente em que os profissionais se sintam à vontade para questionar. Se uma recomendação produzida por IA não parece adequada à realidade da equipe, por exemplo, é importante que exista abertura para apontar o problema, discutir outras possibilidades e revisar o caminho adotado.

    E essa relação não se constrói apenas em reuniões ou conversas formais. Um dos debates do evento chamou atenção para as trocas que acontecem no dia a dia, como os minutos antes de uma reunião ou uma conversa rápida entre uma atividade e outra. São momentos que ajudam líderes e equipes a se conhecerem melhor e facilitam o diálogo quando surgem decisões mais difíceis.

    Com novas tecnologias entrando na rotina, a liderança continua tendo um papel importante na construção dessas relações e na criação de espaço para que as pessoas analisem, questionem e participem das decisões.

    Saúde mental também trouxe os limites da tecnologia para a conversa

    A tecnologia apareceu até mesmo nas discussões sobre saúde corporativa, mas acompanhada de uma preocupação importante sobre seus limites.

    Ferramentas digitais podem organizar informações, ampliar o acesso a determinados serviços e apoiar a identificação de situações que precisam de atenção. Quando o assunto envolve saúde, porém, critérios técnicos, éticos e regulatórios precisam orientar seu uso.

    Essa discussão ganha ainda mais relevância em um momento em que a saúde mental ocupa espaço crescente na agenda das empresas.

    A tecnologia pode contribuir com processos e informações, mas não substitui profissionais habilitados, avaliações adequadas ou o cuidado necessário em decisões que envolvem a saúde das pessoas. Para o RH, isso significa avaliar cada solução pelo papel que ela realmente pode cumprir e manter decisões relacionadas à saúde sob acompanhamento profissional. 

    NR-1 colocou a organização do trabalho no centro de muitas conversas

    A NR-1 foi outro assunto presente no CONARH 2026, principalmente pelas discussões relacionadas aos riscos psicossociais.

    A atualização da norma amplia a atenção sobre fatores que fazem parte da organização do trabalho, como carga de trabalho, pressão, relações profissionais, períodos de descanso e distribuição das atividades. A cobertura prévia do próprio evento já destacava dúvidas das empresas sobre como identificar, documentar e acompanhar esses riscos.

    Para o RH, esse movimento exige combinar diferentes formas de conhecer a realidade das equipes.

    Escuta dos trabalhadores, avaliações específicas, pesquisas e informações produzidas pela própria operação podem contribuir para identificar situações que precisam ser investigadas.

    A liderança também tem participação importante nesse processo, tanto na percepção de mudanças nas equipes quanto na revisão de aspectos da rotina que possam estar contribuindo para situações de sobrecarga.

    Nem tudo começa no indicador: a conversa que a Dimep levou ao CONARH

    Conarh 2026

    Entre as discussões desta edição, a Dimep também levou ao CONARH uma provocação sobre os dados que fazem parte da rotina das empresas.

    Na palestra “Nem tudo começa no indicador: uma conversa sobre sinais, contexto e decisões na gestão de pessoas”, Shirlei Lima, Superintendente de Soluções SaaS da Dimep, abordou como informações aparentemente comuns podem ganhar outro significado quando são observadas ao longo do tempo e relacionadas ao contexto em que aparecem.

    Atrasos, horas extras, afastamentos, pedidos, trocas de escala, faltas e marcações fazem parte da gestão da jornada. A repetição ou concentração dessas ocorrências também pode indicar que existe algo naquela rotina que merece ser investigado.

    Durante a apresentação, uma das mensagens resumiu esse cuidado: “Contexto muda a pergunta e a decisão.”

    O aumento das horas extras de uma equipe, por exemplo, informa que houve uma mudança. Para entender sua origem, o RH ainda precisa considerar demanda, dimensionamento, escalas, distribuição das atividades e outras características daquela operação.

    A palestra trouxe ainda outra pergunta: “E se o problema não estiver na pessoa? E se estiver no desenho do trabalho?”

    O questionamento se aproxima de algumas das discussões que atravessaram o próprio CONARH, principalmente quando o assunto chegou à saúde mental e à organização do trabalho.

    Confira o resumo completo da palestra, clique aqui!

    O que levamos do CONARH 2026?

    Dimep no Conarh 2026

    A tecnologia ocupou muito espaço no CONARH 2026, mas algumas das discussões mais interessantes foram além das ferramentas.

    As discussões abordaram como definir melhor os problemas antes de automatizar processos, preparar profissionais para novas formas de trabalhar, fortalecer a confiança nas equipes, reconhecer os limites da tecnologia e entender as condições em que o trabalho acontece. 

    IA, NR-1, saúde mental, liderança e dados partem de questões diferentes, mas todos esses assuntos chegam à rotina de um RH que precisa lidar com mudanças cada vez mais rápidas.

    A experiência no evento reforçou a importância de acompanhar essas transformações com atenção ao que acontece dentro de cada empresa. Novas tecnologias ampliam possibilidades, enquanto o conhecimento sobre as pessoas, os processos e a operação continua orientando onde e como utilizá-las.

    A Dimep segue acompanhando essas discussões e desenvolvendo soluções que ajudam RH e gestores a organizar informações da jornada e acompanhar o que acontece na operação.

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