O que você vai ler neste post:
- Sinais antes dos indicadores: o que observar quando determinadas ocorrências começam a se repetir.
- Contexto na análise: entender as diferentes situações que podem estar relacionadas ao mesmo dado.
- Dados da jornada: como o histórico ajuda RH e gestores a acompanhar o trabalho e direcionar suas análises.
Com o Kairos da Dimep, o RH transforma os dados da jornada em informações que ajudam a identificar padrões, antecipar problemas e tomar decisões. Faça um teste!
Falar com especialista →Dados da jornada podem revelar movimentos importantes antes que eles ganhem força nos indicadores. Continue a leitura 👇🏽
Uma hora extra, uma falta ou uma troca de escala fazem parte da rotina de qualquer empresa. Quando determinadas ocorrências começam a se repetir, o histórico pode trazer informações importantes sobre o que está acontecendo na operação.
Esse olhar para os dados da jornada esteve entre as discussões que a Dimep levou ao CONARH 2026. Continue a leitura e entenda por que o contexto faz diferença na hora de interpretar um indicador.
Nem tudo começa no indicador
Foi com esse ponto de partida que Shirlei Lima, Superintendente de Soluções SaaS da Dimep, apresentou no CONARH 2026 a palestra “Nem tudo começa no indicador: uma conversa sobre sinais, contexto e decisões na gestão de pessoas”.
A proposta trouxe para o palco situações bastante conhecidas pelo RH. Atrasos, horas extras, afastamentos, pedidos, trocas de escala, faltas, marcações e desligamentos geram dados que ajudam a acompanhar a rotina das empresas.
Mas, antes de aparecerem consolidados em um indicador, esses movimentos já estavam acontecendo.
Um aumento das horas extras, por exemplo, é resultado de uma sequência de jornadas que ultrapassaram o horário previsto. Uma concentração de atrasos também se forma a partir de ocorrências que se acumulam ao longo de determinado período.
Acompanhar esse histórico ajuda o RH a perceber mudanças e identificar onde vale aprofundar a análise.
O mesmo indicador pode contar histórias diferentes

Encontrar uma recorrência é apenas o começo. O dado mostra o que aconteceu, mas sua origem pode estar relacionada a diferentes situações.
Horas extras frequentes podem surgir em um período de maior demanda, após a redução de uma equipe, por mudanças na escala ou pela forma como as atividades estão distribuídas.
Um atraso também pode estar relacionado ao deslocamento, ao horário da jornada ou a questões específicas da rotina daquele profissional.
Durante a palestra, Shirlei resumiu esse cuidado em uma frase: “Contexto muda a pergunta e a decisão.”
A apresentação também trouxe fatores como renda, responsabilidades de cuidado, raça, gênero, deficiência, posição e tipo de contrato para mostrar como pessoas diferentes podem vivenciar a mesma organização de trabalho de formas distintas.
Isso muda a análise feita pelo RH.
Em vez de partir imediatamente para uma conclusão, o dado ajuda a definir quais perguntas precisam ser feitas e quais outras informações devem entrar na investigação.
Quando é preciso olhar além do comportamento individual?

Uma falta pontual pode exigir apenas um ajuste no registro de ponto. Uma sequência de ocorrências concentrada em uma equipe ou período traz outras informações para a análise.
Se diferentes pessoas começam a acumular horas extras, se as alterações de escala se tornam frequentes ou se determinados turnos apresentam o mesmo comportamento durante várias semanas, vale investigar o que existe em comum entre essas situações.
A organização do trabalho passa, então, a fazer parte das perguntas.
Uma das provocações apresentadas por Shirlei foi justamente: “E se o problema não estiver na pessoa? E se estiver no desenho do trabalho?”
A pergunta também encontra espaço nas discussões atuais sobre riscos psicossociais e NR-1. Carga de trabalho, períodos de descanso, relações profissionais e distribuição das atividades estão entre os fatores que podem ser considerados na análise das condições de trabalho.
Os dados da jornada não determinam a existência de um risco psicossocial nem substituem avaliações específicas, pesquisas ou a escuta dos trabalhadores. Eles acrescentam informações que podem ajudar a localizar situações que merecem uma investigação mais ampla.
Os dados da jornada contam parte da história do trabalho
Durante a apresentação, outro tema abordado foi o que os registros da jornada podem revelar quando o RH olha além da ocorrência. Atrasos, horas extras, afastamentos, trocas de escala, faltas e marcações levaram a uma pergunta:
“Isso é controle de jornada? Ou é a história do trabalho acontecendo?”
Shirlei trouxe o exemplo de uma colaboradora que começou a chegar atrasada depois que a filha mudou de escola. Em vez de olhar apenas para a recorrência dos atrasos, a empresa buscou entender o que havia mudado na rotina daquela profissional. A solução foi ajustar seu horário de entrada em uma hora, adequando a jornada à nova situação.
O caso mostra como o contexto pode mudar tanto a leitura de um dado quanto a resposta da empresa.
O atraso continuava registrado no sistema, mas conhecer sua origem permitiu encontrar uma solução mais adequada do que tratar cada ocorrência de forma isolada.
É justamente aí que o histórico da jornada ganha outra utilidade. Quando atrasos, horas extras, mudanças de escala ou outras ocorrências começam a se repetir, o RH tem um ponto de partida para investigar o que está acontecendo e avaliar, junto às áreas envolvidas, se algum ajuste faz sentido.
Onde a tecnologia entra nessa análise?
A quantidade de informações produzidas diariamente cresce de acordo com o tamanho e a complexidade da operação. Acompanhar manualmente todas as mudanças, recorrências e relações entre esses registros se torna cada vez mais difícil.
A tecnologia ajuda a organizar esse volume de dados e facilita a identificação de comportamentos que merecem atenção.
Na palestra da Dimep, essa relação apareceu a partir de quatro elementos: processos fortes, dados confiáveis, contexto humano e tecnologia como apoio.
A qualidade dos dados tem um papel importante nesse processo. Informações incompletas ou inconsistentes comprometem a análise, independentemente da capacidade da ferramenta utilizada.
Com uma base confiável, sistemas e recursos de inteligência artificial podem ajudar a processar históricos, encontrar padrões e apresentar informações de maneira mais acessível para RH e gestores.
A análise do contexto continua necessária para entender o que esses padrões representam dentro de cada operação.
Da informação para a decisão

Perceber um comportamento recorrente não encerra o trabalho. É preciso entender quem tem condições de investigar suas causas e agir sobre elas.
Uma situação identificada nos dados da jornada pode depender do RH, mas também pode exigir a participação de gestores, lideranças ou outras áreas.
Durante a palestra, Shirlei trouxe outra frase que ajuda a traduzir essa responsabilidade: “RH estratégico não é RH que resolve tudo.”
Se uma equipe apresenta um volume crescente de horas extras, o RH pode identificar o comportamento e reunir informações sobre seu histórico.
A liderança conhece a rotina da área, as demandas daquele período e a distribuição das atividades. A análise conjunta permite investigar o que está acontecendo e avaliar possíveis ajustes.
Quanto mais cedo uma mudança relevante é percebida, mais informações a empresa terá para decidir como lidar com ela.
Como o Kairos apoia esse acompanhamento?
Os registros de jornada produzem informações todos os dias. Para que esse histórico seja útil, os dados precisam estar organizados e disponíveis para quem acompanha a operação.
O Kairos da Dimep é uma plataforma de gestão de jornada, que reúne informações sobre controle de ponto, horas trabalhadas, banco de horas, escalas e diferentes ocorrências da rotina.
Relatórios e dashboards ajudam RH e gestores a acompanhar como esses dados se comportam ao longo do tempo, enquanto recursos de inteligência artificial ampliam a capacidade de processar informações e identificar situações que merecem atenção.
O objetivo é dar condições para que a empresa acompanhe a jornada com mais informação e consiga aprofundar a análise quando um comportamento chama atenção.
Foi essa relação entre tecnologia e decisão que a Dimep levou ao CONARH 2026. Os dados ajudam a mostrar onde olhar; compreender o contexto permite decidir quais perguntas precisam ser feitas e quem deve participar da análise.
Leve os dados da jornada para as decisões do seu RH. Fale com um especialista Dimep e conheça o Kairos.