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O que é GRO e qual é o papel dos trabalhadores na NR-1

NESTE ARTIGO
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    O GRO ganhou ainda mais importância com as mudanças na NR-1, que reforçaram a participação dos trabalhadores na prevenção dos riscos ocupacionais. Entenda mais 👇🏽

    O que você vai ler neste post:

    • GRO e PGR: o que significa cada conceito, como eles se relacionam e qual é a função de cada um no gerenciamento dos riscos ocupacionais.
    • Participação dos trabalhadores: como as equipes ajudam a identificar perigos, avaliar riscos e acompanhar as medidas de prevenção adotadas.
    • Dados da jornada e GRO: de que forma informações sobre horários, horas extras, intervalos e escalas podem apoiar a análise das condições de trabalho.

    Dados da jornada também podem apoiar o GRO e a prevenção de riscos ocupacionais. Fale com os especialistas Dimep e conheça o Kairos!

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    Identificar um risco antes que ele cause um acidente ou prejudique a saúde de um trabalhador é um dos principais desafios das empresas. É nesse cuidado preventivo que entra o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, conhecido como GRO. 

    As recentes atualizações na NR-1 reforçaram a necessidade de gerenciar todos os riscos ocupacionais, inclusive os relacionados à organização do trabalho, e trouxeram uma pergunta importante para o RH: o que é GRO e como envolver os trabalhadores nesse processo?

    O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais organiza as ações necessárias para identificar perigos, avaliar riscos e acompanhar as medidas adotadas pela empresa.

    Esse trabalho não deve ficar restrito a documentos ou à equipe de Segurança e Saúde no Trabalho. A NR-1 prevê a participação dos trabalhadores, que conhecem de perto as atividades, os desafios e as condições que nem sempre aparecem em relatórios.

    Por isso, neste artigo você vai conhecer o papel do GRO e entender como transformar essa exigência em uma gestão mais atenta à realidade da empresa. 

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    O que é GRO?

    GRO é a sigla para Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Segundo a definição da NR-1, trata-se de um processo contínuo e organizado de identificação de perigos, avaliação e controle dos riscos ocupacionais.

    Seu objetivo é ajudar a empresa a oferecer ambientes de trabalho seguros e saudáveis, prevenindo acidentes, lesões e outros problemas que possam afetar a saúde dos trabalhadores.

    O GRO deve considerar os diferentes tipos de risco presentes nas atividades da empresa:

    • agentes físicos, como ruído, calor e vibração;
    • agentes químicos, como poeiras, gases e substâncias tóxicas;
    • agentes biológicos, como vírus, bactérias e fungos;
    • riscos de acidentes, como quedas, choques e contato com máquinas;
    • fatores ergonômicos, como esforço excessivo, postura inadequada e repetição de movimentos;
    • fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, como sobrecarga, assédio, falta de autonomia e problemas na organização das atividades.

    A identificação desses riscos é apenas uma parte do processo. A empresa também precisa avaliar quais podem causar danos, definir prioridades, adotar medidas de prevenção e acompanhar se as ações estão funcionando.

    Por isso, o GRO não é um levantamento feito uma única vez. Ele precisa acompanhar mudanças na equipe, nas atividades, nos equipamentos, nos processos e na forma como o trabalho é organizado.

    Qual é a relação entre a NR-1 e o GRO?

    A NR-1 estabelece as disposições gerais de Segurança e Saúde no Trabalho e apresenta as diretrizes para o gerenciamento dos riscos ocupacionais.

    Foi a partir da revisão da norma que o GRO passou a organizar, de maneira mais ampla, a gestão dos riscos nas empresas. O processo se tornou obrigatório em janeiro de 2022 e recebeu novos ajustes nos anos seguintes.

    A redação mais recente da NR-1 reforçou dois pontos importantes: a inclusão expressa dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho e a participação dos trabalhadores no gerenciamento dos riscos.

    Isso amplia o olhar da empresa. Além dos perigos mais visíveis, como exposição a produtos químicos ou operação de máquinas, o GRO precisa considerar condições ligadas à própria organização do trabalho.

    Uma rotina marcada por exigências contraditórias, volume de trabalho incompatível, falta de apoio, assédio ou dificuldade para cumprir os períodos de descanso pode representar um risco que merece avaliação.

    O objetivo não é analisar a vida pessoal ou a saúde mental de cada trabalhador. De acordo com o guia do Ministério do Trabalho e Emprego, a avaliação deve olhar para as condições e a organização do trabalho que podem causar ou agravar problemas de saúde.

    Como funciona o GRO dentro das empresas?

    O GRO começa com o conhecimento das atividades realizadas e das condições encontradas em cada ambiente de trabalho. A partir disso, a empresa consegue organizar um ciclo contínuo de prevenção.

    Esse processo costuma envolver algumas etapas.

    Identificação dos perigos

    A empresa levanta situações, atividades, agentes ou condições com potencial de causar lesões ou outros problemas de saúde.

    Essa identificação pode considerar inspeções, análises ergonômicas, histórico de acidentes, relatos dos trabalhadores, afastamentos, mudanças nos processos e informações da rotina operacional.

    Avaliação dos riscos

    Depois de identificar os perigos, é necessário avaliar os possíveis danos, a probabilidade de ocorrência e o número de trabalhadores expostos.

    Essa análise ajuda a classificar os riscos e definir quais situações exigem medidas mais urgentes.

    Definição das medidas de prevenção

    A prioridade deve ser eliminar o perigo sempre que isso for possível. Quando a eliminação não puder ser realizada, a empresa precisa adotar medidas que reduzam ou controlem a exposição.

    As ações podem envolver mudanças no ambiente, nos equipamentos, nos processos, nas escalas, na distribuição das atividades ou na preparação dos trabalhadores.

    Acompanhamento das ações

    A medida adotada resolveu o problema? O risco foi reduzido? Surgiram novas condições depois da mudança?

    O acompanhamento permite avaliar os resultados e fazer ajustes. Sem essa etapa, a empresa pode manter uma ação que existe no papel, mas não produz o efeito esperado.

    Registro e revisão

    As informações levantadas precisam ser documentadas e atualizadas. Mudanças de equipamentos, processos, instalações ou formas de organização do trabalho podem exigir uma nova avaliação.

    Acidentes, doenças relacionadas ao trabalho, falhas nas medidas de prevenção e observações dos trabalhadores também podem indicar a necessidade de revisão.

    O que é PGR e qual é o seu papel no cumprimento do GRO?

    Embora apareçam juntos com frequência, GRO e PGR não são sinônimos.

    O GRO é o processo contínuo de gerenciamento dos riscos, já o Programa de Gerenciamento de Riscos, o PGR, reúne os documentos que registram e organizam esse processo.

    De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o PGR deve ser composto, no mínimo, por dois documentos.

    Inventário de riscos ocupacionais

    O inventário registra os perigos e os riscos identificados. Entre outras informações, deve apresentar:

    • os processos e ambientes de trabalho;
    • as atividades realizadas;
    • os perigos identificados e suas possíveis consequências;
    • os grupos de trabalhadores expostos;
    • as medidas de prevenção existentes;
    • a avaliação e a classificação dos riscos.

    O inventário precisa refletir as condições reais da empresa. Um documento genérico, que não considera as atividades e os trabalhadores expostos, não cumpre a finalidade do GRO.

    Plano de ação

    O plano de ação reúne as medidas que serão adotadas para eliminar, reduzir ou controlar os riscos identificados.

    Ele deve indicar prioridades, responsáveis, prazos, formas de acompanhamento e critérios para avaliar os resultados.

    A diferença pode ser resumida desta forma: o GRO orienta o gerenciamento, enquanto o PGR documenta os riscos, as decisões e as ações que fazem parte desse processo.

    Quais são os benefícios do GRO?

    A principal finalidade do GRO é proteger a saúde e a segurança dos trabalhadores. Quando o processo é conduzido de forma contínua, os benefícios também aparecem na organização das atividades e na tomada de decisões.

    Entre eles estão:

    • identificação antecipada de condições que podem causar acidentes ou adoecimento;
    • definição de prioridades com base no nível de cada risco;
    • redução de afastamentos e interrupções na operação;
    • acompanhamento mais claro das medidas de prevenção;
    • integração entre RH, lideranças, CIPA, SESMT e trabalhadores;
    • melhor organização das informações exigidas em auditorias e fiscalizações;
    • fortalecimento de uma cultura em que os riscos podem ser comunicados e tratados.

    Esses resultados dependem da aplicação real das medidas. Mas, é importante ressaltar que só a existência do PGR, por si só, não demonstra que os riscos estão sendo controlados.

    Em suas orientações publicadas em 2026, o Ministério do Trabalho esclarece que a fiscalização pode considerar tanto os documentos quanto entrevistas, observações do ambiente, registros administrativos e evidências de que as ações foram implementadas.

    Qual é o papel dos trabalhadores na NR-1 e no GRO?

    Os trabalhadores conhecem detalhes da operação que dificilmente seriam percebidos apenas em uma inspeção. Eles sabem quando um procedimento não funciona como previsto, quando uma tarefa exige esforço maior do que o esperado ou quando uma mudança aumentou a pressão sobre a equipe.

    Por esse motivo, a participação dos trabalhadores faz parte do GRO.

    A NR-1 determina que a organização adote mecanismos para:

    • permitir a participação dos trabalhadores no gerenciamento dos riscos;
    • oferecer noções básicas sobre o GRO;
    • consultar os trabalhadores sobre a percepção dos riscos ocupacionais;
    • comunicar os riscos consolidados no inventário e as medidas previstas no plano de ação.

    Essa participação pode acontecer por diferentes canais, conforme o porte e a realidade da empresa:

    • conversas com as equipes;
    • reuniões da CIPA;
    • entrevistas individuais ou em grupo;
    • formulários e pesquisas;
    • observação das atividades;
    • canais de relato;
    • treinamentos;
    • registro de sugestões e ocorrências;
    • acompanhamento das medidas implantadas.

    Não basta perguntar aos trabalhadores se existe algum problema. A empresa precisa criar condições para que eles possam se manifestar com segurança, registrar o que foi relatado e dar retorno sobre as decisões tomadas.

    O documento de perguntas e respostas sobre GRO e PGR publicado pelo Ministério do Trabalho também indica que essa participação pode ser demonstrada por registros de consultas, reuniões, capacitações, comunicação dos riscos e envolvimento no acompanhamento das medidas de prevenção.

    O trabalhador participa trazendo informações, apontando situações e acompanhando as mudanças. A responsabilidade de implementar o GRO, avaliar tecnicamente os riscos e adotar as medidas necessárias continua sendo da organização.

    Como envolver os trabalhadores no GRO?

    A participação tende a gerar informações melhores quando faz parte da rotina, e não apenas do momento de elaboração do PGR.

    Algumas ações ajudam a tornar esse envolvimento mais efetivo.

    Explique o objetivo da consulta

    Os trabalhadores precisam saber por que determinadas perguntas estão sendo feitas, como as respostas serão utilizadas e quais medidas poderão surgir a partir delas.

    Isso reduz a sensação de que a consulta é apenas mais um formulário interno.

    Use uma linguagem acessível

    Nem todos conhecem termos como perigo, probabilidade, severidade ou risco psicossocial. As perguntas precisam apresentar situações reconhecíveis no dia a dia.

    Em vez de perguntar somente se existem riscos ergonômicos, a empresa pode investigar se o trabalhador sente dificuldade para realizar determinados movimentos, se o espaço limita a atividade ou se o ritmo impede pausas adequadas.

    Crie mais de um canal de escuta

    Uma reunião pode funcionar bem para algumas equipes, enquanto outras pessoas se sentem mais confortáveis em uma conversa individual ou em um formulário com proteção de identidade.

    Oferecer diferentes possibilidades amplia a participação.

    Mostre o que aconteceu depois

    Quando os trabalhadores relatam uma situação e não recebem retorno, a confiança no processo diminui.

    Mesmo que uma medida não possa ser adotada imediatamente, a empresa deve informar que o risco foi avaliado, quais ações foram definidas e em que prazo serão acompanhadas.

    Registre as etapas

    Atas, listas de presença, formulários, relatórios e registros das devolutivas ajudam a demonstrar como os trabalhadores participaram.

    Mais do que servir à fiscalização, esses documentos criam um histórico para acompanhar a evolução das condições de trabalho.

    Como um sistema de controle de ponto ajuda a empresa com o GRO?

    O sistema de controle de ponto não identifica todos os riscos ocupacionais, não elabora o PGR e não substitui o trabalho dos profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho.

    Seu papel está em organizar dados da jornada que podem apoiar a identificação de situações que merecem uma análise mais cuidadosa.

    Registros de horários, escalas, intervalos, ausências e horas extras ajudam o RH a acompanhar como o trabalho está sendo distribuído ao longo do tempo.

    Se uma equipe acumula jornadas extensas durante vários meses, por exemplo, o dado não revela sozinho a causa nem comprova a existência de um risco. Ele mostra uma condição que pode ser levada à avaliação do GRO, junto às informações trazidas pelos trabalhadores e à análise técnica das atividades.

    O mesmo vale para mudanças frequentes de escala, dificuldade recorrente para cumprir intervalos ou concentração de ausências em uma área. Cada situação precisa ser analisada dentro do seu contexto.

    Com o Kairos da Dimep, a empresa centraliza as informações da jornada, acompanha ocorrências e consulta o histórico dos registros. Esses dados podem ajudar o RH, as lideranças e os profissionais de SST a:

    • observar a evolução da jornada por equipe ou período;
    • identificar situações recorrentes;
    • comparar os resultados antes e depois de uma mudança;
    • acompanhar se ajustes na organização do trabalho tiveram efeito;
    • reunir informações para conversas com trabalhadores e lideranças;
    • manter um histórico que apoie análises e decisões.

    O valor dos dados está na forma como eles são interpretados. Eles não substituem a escuta dos trabalhadores, mas ajudam a direcioná-la. Também não determinam uma medida de prevenção, mas permitem acompanhar se as decisões tomadas alteraram a rotina que motivou a análise.

    O GRO precisa acompanhar a realidade do trabalho

    O GRO não termina quando o inventário e o plano de ação ficam prontos. As condições mudam, novos riscos surgem e medidas que funcionaram em determinado momento podem precisar de ajustes.

    Manter esse processo ativo exige diálogo com os trabalhadores, participação das áreas responsáveis e informações que ajudem a empresa a enxergar a própria operação.

    Quando os relatos das equipes são analisados junto aos dados da rotina, o gerenciamento deixa de ser apenas uma obrigação registrada e passa a apoiar decisões mais seguras para as pessoas e para a empresa.

    Tenha mais clareza sobre a jornada e acompanhe informações que podem apoiar a gestão dos riscos ocupacionais. Fale com um especialista Dimep e conheça o Kairos

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